24/02/2018

Tsc...ah!

Tem gente que cultiva as suas dores com tanto zelo e depois reclama!
Até mesmo o pior dos ferimentos cicatriza, pode demorar, mas cicatriza.
Quanto mais a gente coloca atenção nas dores, mais elas se sentem importantes e...doem!
Aprenda a deixar pra lá, exercite abrir mão, largar de mão, seguir adiante, não se ancorar no passado. Viver no passado é uma tara, uma espécie de obsessão na qual os doentes têm um prazer mórbido em não abandonarem. Tanto que dizem: eu não posso, eu não consigo. Pura imantação em uma época MENTAL.
Acho que o maior medo de quem se agarra em uma situação é voltar-se ao presente e perceber o vazio, mas o único momento que tempo é o inconstante presente ("Agora é o presente, ops, já passou, então agora é o presente, vish, já passou de novo!").
Aprenda o seu deixar pra lá. O meu é o "tsc ah!". 
Tal coisa incomoda? Tsc...ah! 
O vizinho neurótico bateu na tua porta para vomitar palavrões porque ele acha que caiu alguma coisa no varal dele? Pobre criança espiritual, tsc...ah! 
Fulana disse que o fulano disse (famoso "diz-que-diz") que os alunos de nosso curso são fracos? Tsc...ah! Quem é ele e, pior, com que intenções disse isso? Duplo Tsc...ah! 
Faça a sua parte, honestamente, e siga em frente. A gente empresta muito ouvido e olhos à plateia que pensa que está em um coliseu.
Tsc...ah! 

24/01/2018

Um dos grandes problemas atuais é...

...a CARÊNCIA.
Já perceberam como as pessoas estão carentes? Vejam o tal de Facebook, é o espaço propício para quem é carente de atenção. Tem gente que posta tudo o que faz, outros inventam qualquer historinha para ganhar um joinha (like), outros se submetem ao ridículo ou até arriscam sua integridade, só para serem vistos. Parece um está gio do inferno de Dante, de mãos descarnadas, apontadas para a tela do computador e gritando "me veja, me veja!". 
Outros, na vida presencial, são os carentes de alguém que os ouça. Falam, falam, falam, sem quase respirar, sem ouvir as respostas, sem querer conversar, querem é vomitar sua carência. Tenho visto muitos destes, inclusive bem perto em meu círculo familiar e social. Por um lado fico compadecida, pois já consigo ver que a pessoa passa fome de atenção, por outro lado procuro ser "astuta como as serpentes"e não me deixar levar pelo vampirismo energético que costuma acompanhar este tipo de verborragia.
Diante disso, fico me perguntando que tipo de cultura estamos construindo que estamos propiciando o aparecimento de criaturas tão famintas de um olhar, uma palavra, um ouvido, um toque. Será que esta overdose de tantas telas, principalmente de smartphones, não está ajudando a não interagirmos por nossos sentidos? As pessoas falam contigo olhando, mas para a tela, nem ouvem bem o que dizes porque estão grudadas nas mensagens, nem te olham direito porque  a sirene das mensagens não dá descanso...Estamos deixando de usar nosso corpo e interagindo por meio de uma maquininha.
Lição: entender a profunda carência atual, mas não ser engolida por sua energia vampirizante.

20/01/2018

Meu caminho é o da SIMPLICIDADE

Nada de ETs, rituais elaborados, conspirações, decorar orações ou mantras, complicações, mil terminologias...


...meu caminho é simples.
Os grandes iluminados viviam de forma simples, se alimentavam simplesmente, vestiam-se simples etc. O grande diferencial é que aplicavam às suas vidas o que pregavam, riam do desejo sem fim de possuir/ter/consumir, alimentavam o bom humor (muitas vezes sui generis) e eram mansos. Meu calcanhar-de-Aquiles: mansidão, é algo em que preciso trabalhar muito, mas muito mesmo. Mansidão não é ser um "banana", que seja esclarecido, pois hoje em dia é preciso explicitar tudinho, mas sim abandonar a violência planejada ou, pior, não domada pela mente clara.


Esta simplicidade, não é simplória, não é ingênua, é voluntária, calculada, vivida com gosto e em profundidade.
Que existam tantões de seres, organizações "secretas" e conspirações, desculpem, mas todos são regidos pelas mesmas energias e leis, então, opto por meu caminho, assim como cada criatura deveria ser livre e ter consciência para escolher o seu.

31/12/2017

Todos os dias nasce um novo ano

Não espere a passagem do dia 31 de dezembro para 1ro de janeiro para (re)começar.
É sempre agora!

25/12/2017

Faça com que seu macaquinho mental pare de se agitar

Incrivelmente, me adapto mais a esta meditação ordinária, comum, do dia-a-dia, sem grandes ritos ou pompas.

24/12/2017

O Zen que não se encaixa



Neste vasto reino
quem entende o meu Zen?
Mesmo se o mestre Kidô aparecesse,
não valeria um cêntimo!

Ikkyu Sojun