...o problema é quererem socializar "à força"!
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Está aberta a temporada de lucrar com a tragédia. Cada visualização, cada clique, sempre que a gente entra no perfil desta (dita) gente, eles ganham, pois:
Engajamento = visualizações = $$$ (é isto o que este povo quer, mesmo passando ridículo).
Se puderem, não entrem nestes perfis que espalham boatos (fake news), mentiras, instigam o ódio e a divisão, fazem palhaçadas (pessoas no chuveiro ou tomando banho de mar e "homenageando" o Rio Grande do Sul) e outras atitudes que só visam nos criar curiosidade e ir lá clicar.
Tenho a mania de encontrar a palavra, a expressão certa para situações.
Para quem ainda não sabe, estamos enfrentando, em meu estado, o Rio Grande do Sul (Brasil), a maior enchente de todos os tempos. Faz aproximadamente 15 dias. Cidades inteiras alagadas, pessoas que perderam TUDO, resgates, um filme apocalíptico, infelizmente, tornado real.
Pois no meio desta tristeza, se vê pessoas lucrando com isso, roubando doações, gerando conteúdo muito bizarro para conseguir likes, o que querem é aparecer e ter seguidores (consequentemente, lucro).
Fiquei pensando na exata palavra e, como sempre, de repente encontrei: decência. Falta decência a esta gente. Existem muitas palavras e, embutidas nelas, o seu significado, que estão ficando para trás: honra, brio, decência, dedicação, consideração, respeito, caráter...
A questão não é ser pessimista, é construir uma cultura em que estas pessoas fiquem envergonhadas e não incentivadas a demonstrar estes comportamentos indecentes. E, preferivelmente, pensar em um modo de criar humanos mais solidários.
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Pessoas fanatizadas, radicalizadas, obcecadas, não operam pela razão, pelo bom senso ou pela lógica. Argumentos não têm efeito sobre elas. É como alimentar a própria sombra, soprar na própria tormenta acima de sua cabeça.
Mantermos a nossa mente límpida, sã, pacífica e forte é o maior antídoto para não sermos escravizados pelas paixões do pensamento imerso em ódio.
Solidariedade é um ato que exige esforço. Ser "solidário" com os recursos e trabalho dos outros é ser aproveitador.
Não tô cansada de ser forte, mas de ser considerada imbatível. Não sou a Mulher Maravilha nem de longe. Estou na fase de ser frágil. Estou frágil. E, pior, sei que a maioria das pessoas vai continuar evitando quem não está bem, não querem saber, não é com elas, já vão falando por cima "tá melhor, né, que bom, tchau!". Poucos realmente se interessam em saber como TU estás te sentindo e não como eles querem que te sintas.
Chega da Instagrismos ("se aparenta bem nas fotos, está bem")! Vamos ver como a pessoa está se sentindo na pele dela. E respeitem isso. Parece que ninguém mais pode estar sentindo dor (inclusive física), triste, pra baixo. É uma loucura que as pessoas tenham que estar sempre sorridentes, alegres e felizes. Ninguém é assim.
Mesmo diante de desconforto físico, as pessoas não sabem lidar com o mal estar do outro, nem se esforçam, só querem se livrar da obrigação de perguntar. Polidez social, aparência, máscaras.
Pessoas são estranhas, muito estranhas...
Existe coisa mais cansativa do que arrogantes da verdade arrotarem profecias e previsões? Agora a moda é o outubro, algum portal vai abrir (estes portaaais...), algo vai desabastecer, alguém vai subir e alguém vai cair, em algum lugar vai ter enchente, em outro seca, terremotos ocorrem diariamente em nosso planeta e vulcões entram em erupção. Nada de novo no front, incidentes naturais ocorreram, ocorrem e ocorrerão desde que nos entendemos como gente.
Me admira que pessoas, principalmente as já (bem) vividas, caiam nestas esparrelas. Quando, por uma coincidência, alguém acerta, nossa, vira o vidente da hora, dando palestras muito bem pagas, vendendo cursos e oferecendo consultas a preços bem exorbitantes.
É fácil cair nesta armadilha de velhos charlatães. Eles falam o que a gente quer saber ou manipulam nossos medos ancestrais.
O que dia que tiver que ser, será. Vamos tratar de prevenir e remediar tragédias nada paranormais: enchentes, alagamentos, mais calor (por estarem desmatando tudo...e depois reclamam), lixo que entope bueiros e cai em rios, estas coisas. Se a gente cuidasse e tratasse do que é concreto, do nosso lado, local, ao alcance de nossas ações, olha, teríamos uns 90% a menos com o que nos preocuparmos em larga escala e menos credibilidade teriam os profetas de apocalipse que rende lucro (para eles, claro!).
Sejamos mais lógicos e menos passionais.
...agora, ainda assim os seres humanos teriam que lidar com sua dificuldade de convivência. Picuinhas, falta de respeito e limites, excesso de direitos e pouca consciência de deveres e várias outras características imaturas ainda seriam obstáculos para uma sociedade mais respeitosa e pacífica.
...é tudo o que a gente tem. Aquelas fases em que falar ou escrever parece desperdício. Em que os outros estão tão absortos em si mesmos que achas que te expressar é perder tempo. Bolhas na água, nuvens dissolvendo no céu.